Oriente Médio enfrenta um risco iminente de colapso, alerta Guterres

Oriente Médio enfrenta um risco iminente de colapso, alerta Guterres

Já as nações mais endividadas tendem a ser afetadas pelo aumento dos custos de financiamento, à medida que os juros sobem e reduzem os recursos disponíveis para educação, saúde e outros serviços essenciais. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz segue interrompido, enquanto os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval aos embarques da Arábia Saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica que dá acesso ao Mar Vermelho. Em entrevista na noite de terça-feira, ele afirmou que o pior deles, que prevê hostilidades por seis meses ou mais, já está perto de se concretizar. Gill, que se aposenta no fim de agosto, disse que o banco elaborou três cenários para sua previsão econômica de junho, diante da elevada incerteza em torno da guerra no Oriente Médio. A instalação está em estágio inicial de construção e não continha material nuclear na última visita da Agência. Além disso, explosões próximas ao hospital de referência Baqaei, no início desta semana, forçaram a evacuação preventiva de crianças que recebiam tratamento especializado contra o câncer.

Preocupações com ataques perto de usinas nucleares

Segundo ele, países pressionados pelo peso da dívida acabarão consumindo recursos que poderiam ser destinados à educação, à saúde e a outras áreas essenciais para sustentar o crescimento futuro. Além disso, o Paquistão pediu nesta semana aos Estados Unidos uma linha de estabilização cambial de US$ 10 bilhões, segundo uma fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters. Segundo Gill, se a inflação acelerar, pode levar apenas alguns meses para que países altamente endividados enfrentem dificuldades para honrar o pagamento de suas dívidas. A guerra se intensificou nesta semana, com forças norte-americanas bombardeando alvos no sul e no oeste do Irã e Teerã atacando instalações dos EUA no Barein, no Kuwait e na Jordânia. As declarações são as primeiras de uma autoridade de alto escalão do Banco Mundial desde a forte escalada das tensões entre Washington e Teerã e o fim do cessar-fogo, que havia alimentado esperanças de um impacto menos severo do conflito.

  • Washington anunciou ataques contra o Irã pela nona madrugada consecutiva e o envio de mais aviões de guerra para a região.
  • Conflito entre Estados Unidos e Irã agravou-se no fim de semana após a morte de três soldados norte-americanos e novas ondas de bombardeios em diversos países da região; civis sofrem com mortes, ferimentos, escassez de água e falta de energia.
  • Ele vê o atual cenário “não como um cessar-fogo”, mas como um “fogo menor”, com civis e infraestruturas continuando sob ataque em diversos países.
  • Em seu discurso ao Conselho de Segurança, o chefe das Nações Unidas destacou que a região está sendo arrastada para um abismo, e as consequências já se refletem fora do Oriente Médio.

Impacto dos ataques iranianos

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, está analisando relatos de um ataque ao canteiro de obras de uma usina nuclear planejada em Darkhovin, no Irã. A representante da OMS afirmou ainda que no Catar, a queda de estilhaços feriu cinco civis, incluindo uma criança. A crise forçou os sistemas de saúde a lidar com as consequências da guerra entre Estados Unidos e Irã. Em diversas partes do Oriente Médio, a população está vivendo, mais uma vez, sob o medo e a incerteza de ataques recorrentes.

1 de 1 Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026. Embora não se acredite que o ataque relatado apresente qualquer risco radiológico, a Aiea reiterou o apelo por contenção militar nas proximidades de todas as instalações relacionadas à energia nuclear. O Kuwait relatou feridos e danos materiais significativos após um ataque a uma instalação petrolífera, bem como a desativação de várias unidades de geração de energia após ataques a usinas e de dessalinização de água.

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Conflito entre Estados Unidos e Irã agravou-se no fim de semana após a morte de três soldados norte-americanos e novas ondas de bombardeios em diversos países da região; civis sofrem com mortes, ferimentos, escassez de água e falta de energia. Washington anunciou ataques contra o Irã pela nona madrugada consecutiva e o envio de mais aviões de guerra para a região. Nesta realidade houve ruptura das cadeias de suprimentos globais e o aumento de preços de fertilizantes, agravando a fome global e a inflação, e tendo os países em desenvolvimento pagando o preço mais alto pela situação.

Já no Bahrein, civis também ficaram feridos e depósitos de combustível foram alvos de ataques iranianos. A mediação do conflito iemenita permitiu a libertação de 1,6 mil detidos ligados aos confrontos, no maior acordo registrado desde o início da guerra. O secretário-geral também assinalou para conflitos do Iêmen e da Síria, mostrando os resultados mistos da diplomacia internacional.

Guterres disse que os números do deslocamento dispararam para mais de 1 milhão de civis forçados a abandonar suas casas. Em seu discurso ao Conselho de Segurança, o chefe das Nações Unidas destacou que a região está sendo arrastada para um abismo, e as consequências já se refletem fora do Oriente Médio. Os países em desenvolvimento, no entanto, enfrentam riscos significativamente maiores. Gill observou que as maiores economias do mundo — Estados Unidos, China e Índia — permanecem relativamente protegidas dos efeitos da guerra, cada uma amparada por diferentes fatores de resiliência. Nos países de baixa renda, o indicador chegou a 67%, ante cerca de 40% no período pré-pandemia. A relação média entre dívida e PIB dos países emergentes e em desenvolvimento era de cerca de 74% em 2025, bem acima dos 50% a 55% registrados antes da pandemia, segundo dados do Banco Mundial.

Gaza, Cisjordânia e outros conflitos regionais

O bloqueio e as restrições à navegação no Estreito de Ormuz estão causando um efeito cascata na economia global, marcado pelo aumento drástico nos preços de energia e combustíveis. Ele vê o atual cenário “não como um cessar-fogo”, mas como um “fogo menor”, com civis e infraestruturas continuando sob ataque em diversos países. Mesmo com a escalada de ataques, Guterres elogiou os Estados Unidos pelo papel facilitador nas negociações entre Israel e o Líbano. O secretário-geral destacou a gravidade do drama no Líbano, que desde março enfrenta uma grave escalada com a intensificação das operações de Israel e os ataques do Hezbollah. António Guterres apontou que a situação ameaça desencadear um conflito total com impactos globais no comércio, na inflação e na segurança alimentar.

O secretário-geral das Nações Unidas advertiu, nesta terça-feira, sobre a continuação da escalada de violência impulsionada por novos ataques e uma rápida piora diplomática em meio à atual crise no Oriente Médio. Gill afirmou que países pobres que ainda não se recuperaram dos efeitos da pandemia de Covid-19 podem enfrentar maior insegurança alimentar. Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026.

Da Cisjordânia, os efeitos vão desde a média de seis ataques diários por ocupantes de assentamentos considerados “extremistas”. Para estabilizar a região, Guterres pediu negociações sérias sobre a questão nuclear do Irã, exigindo garantias de que o programa nuclear iraniano seja exclusivamente pacífico. Em termos de baixas, a ONU perdeu sete soldados de paz da durante o conflito, incluindo uma vítima na última semana. Análise ao Conselho de Segurança menciona focos ativos de crise, cassino com bônus grátis de boas-vindas do flagelo humanitário em Gaza à escalada de tensões no Golfo Pérsico; líder das Nações Unidas alerta que diplomacia internacional corre contra o relógio para evitar o pior. Alguns países precisarão de perdão de dívida, analisado caso a caso, afirmou Gill.

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António Guterres encerrou o seu pronunciamento lembrando ao mundo que a diplomacia e os mecanismos da Carta da ONU são as únicas ferramentas viáveis para a paz. Guterres afirmou que a Faixa de Gaza deve continuar a integrar um Estado Palestino unificado. Ele também clamou por uma nova arquitetura de segurança para o Golfo, baseada na não interferência e no respeito à soberania. Em relação à destruição de infraestrutura, contam-se comunidades libanesas inteiras desarraigadas e infraestruturas civis demolidas.

Isso equivale a 32 países, mas o número pode aumentar rapidamente se os juros subirem, disse Gill. A previsão divulgada pelo Banco Mundial em junho mostrou que 40% dos países de baixa e média renda já estavam em situação de sobreendividamento ou corriam alto risco de chegar a esse ponto. Alguns países com dificuldades financeiras solicitaram ao Fundo Monetário Internacional a ampliação de empréstimos já existentes.

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